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Um milagre


Em Bagdade, o crescente prestígio de Bahá’u’lláh não passou despercebido aos inimigos da Fé. O mais ativo entre eles era um certo Shaykh, que utilizava todos os meios ao seu alcance para convencer as autoridades, tanto do governo persa como do império Otomano, bem como o clero, a levantarem-se contra Bahá’u’lláh. Mas, durante anos, os esforços do Shaykh foram frustados pela sabedoria de Bahá’u’lláh e pela nobreza das Suas palavras e ações.

Numa ocasião, por exemplo, Shaykh reuniu os mais distintos membros do clero da região, com a intenção de obter deles, por unanimidade, a condenação de Bahá’u’lláh. Tinham-se preparado para lançar um ataque contra o pequeno grupo de exilados em Bagdade, com a finalidade de acabar com a Fé logo na sua base. Para sua surpresa, porém, o mais proeminente entre eles, um homem conhecido pela sua justiça e piedade, recusou dar a necessária sentença contra os Bahá’ís. Disse ao grupo que, tanto quanto sabia, a comunidade Babí nada havia feito que justificasse tal ato, e saiu da reunião.

Uma vez que este plano original falhou, o grupo decidiu enviar um sábio para falar com Bahá’u’lláh e submeter-Lhe várias questões para testar o Seu conhecimento. Quando Bahá’u’lláh respondeu às suas perguntas, o mensageiro aceitou-as em nome do grupo de sacerdotes, e reconheceu a vastidão do conhecimento de Bahá´u´lláh. Foi então que ele disse que, para satisfazer todos quanto à veracidade da Sua Missão, Bahá’u’lláh deveria realizar um milagre. “Muito embora não tenhais direito algum de o pedir”, replicou Bahá’u’lláh, “pois Deus põe à prova as Suas criaturas e elas não devem pôr Deus à prova, ainda assim, permito e aceito esse pedido. A Causa de Deus, porém, não é exibição teatral, apresentada de hora a hora, da qual se possa esperar todos os dias um divertimento novo; se assim fosse, tornar-se-ia mero brinquedo de crianças. Os ulemás devem, pois, reunir-se e, de comum acordo, escolher um milagre e escrever que, após a sua realização, não mais terão dúvidas a Meu respeito, mas admitirão e confessarão a verdade da Minha Causa. Selem o documento e tragam-no. Este deve ser o critério aceite: realizado o milagre, não lhes restarão dúvidas; caso contrário, nós seremos acusados de impostura”.

Esta resposta clara e desafiadora teve um forte impacto sobre o mensageiro. Ele levantou-se imediatamente, beijou o joelho de Bahá’u’lláh e partiu. Transmitiu ao grupo a mensagem de Bahá’u’lláh. Debateram-na durante três dias, não chegando a decisão alguma. Finalmente, não tiveram outra escolha senão deixar o assunto de lado.

Fonte: Livro 4, Instituto Ruhi