A aldeia de Bahá'u'lláh


Um dia, o Primeiro Ministro - Hájí Mírzá Áqásí - ao passar pela aldeia de Qúch Hisár, que pertencia a Bahá'u'lláh, impressionou-se tanto com o encanto e a beleza desse lugar e com a abundância da sua água, que concebeu a ideia de se tornar seu dono. Bahá'u'lláh, a quem ele chamou para consentir na compra imediata dessa aldeia, observou: "Tivesse essa propriedade sido exclusivamente minha, de boa vontade teria eu satisfeito o vosso desejo. Esta vida transitória, com todas as suas possessões sórdidas, não merece, a meus olhos, nenhum apego, menos ainda esta pequena e insignificante propriedade. Como várias outras pessoas - tanto ricas como pobres, algumas adultas e outras ainda menores - compartilham comigo a possessão dessa propriedade, pedir-vos-ia que lhes referísseis esta questão, procurando o seu consentimento".

Hájí Mírzá Áqásí não ficou satisfeito com esta resposta e tentou por meios desonestos alcançar o seu objetivo. Assim que Bahá’u’lláh foi informado das suas más intenções, Ele, com o consentimento de todos os interessados, imediatamente transferiu o título da propriedade para a irmã do Muhammad Xá, que já tinha expressado interesse na propriedade repetidas vezes.

O Hájí, furioso, tentou tomar posse da propriedade à força, mas foi severamente repreendido pelos agentes da irmã do Xá. Então tentou levar o assunto ao Muhammad Xá, queixando-se do tratamento injusto a que fora sujeito. Também esta tentativa foi em vão, pois naquele mesmo dia a irmã do Xá tinha-o informado da situação. "Muitas vezes", ela disse ao seu irmão, "Vossa Majestade Imperial amavelmente deu-me a entender o seu desejo de que me desfizesse das joias com as quais costumo adornar-me na sua presença e que comprasse, com o rendimento, alguma propriedade. Finalmente consegui satisfazer o seu desejo. Hájí Mírzá Áqásí, porém, está determinado a tirar-me à força."

O xá tranquilizou a irmã e ordenou ao Hájí que desistisse. Este, no seu desespero, chamou Bahá'u'lláh à sua presença e usando todos os artifícios, tentou desacreditar o Seu nome. Às acusações contra Ele, Bahá'u'lláh replicou vigorosamente e conseguiu estabelecer a Sua inocência.

Na sua fúria fútil, o Grão-Vizír exclamou: "Qual o propósito de todas essas festas e banquetes nos quais pareceis deleitar-vos? Eu, que sou o primeiro-ministro, nunca recebo o número e a variedade de convidados que se amontoam ao redor da vossa mesa todas as noites. Porquê toda essa extravagância e vaidade? Deveis seguramente estar a tramar um complô contra mim".

"Deus Misericordioso!", respondeu Bahá'u'lláh. "Deverá o homem que, pela generosidade do seu coração, compartilha o seu pão com os seus semelhantes ser acusado de nutrir intenções criminosas?" Hájí Mírzá Áqásí ficou totalmente confuso. Não se atreveu a responder. Embora apoiado pelo conjunto dos poderes eclesiásticos e civis da Pérsia, ele viu-se, afinal, completamente derrotado nas lutas em que se aventurou contra Bahá'u'lláh.

Fonte: Os Rompedores da Alvorada, Nabil


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